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sexta-feira, 16 de junho de 2017

HISTÓRIA DO JAPÃO – Os quatros hitokiri do Bakumatsu


O período Bakumatsu

Começou em 1853 quando os Estados Unidos da América do Norte obrigou o Japão a abrir seus portos e impôs o processo de ocidentalização. Antes deste evento, o Japão vivia o Sakoku (país acorrentado) que era um regime de isolamento imposto no ano 1639 pelo Shogum Tokugawa Ieyasu.

(Shogum era os senhores feudais da época. No Japão existia a figura do imperador, mas ele não governava. Era apenas um líder cerimonial e religioso).

Esta mudança enfraqueceu o xogunato e provocaram protestos de seguidores do Imperador do Japão. As forças imperiais saíram vitoriosas, dando um fim a uma época dos samurais e xoguns.

Hitokiri

Hitokiri (Retalhador de homens) é a palavra japonesa para designar os homens que trabalhavam como assassinos a mando dos opositores ao Xogunato Tokugawa. Estes quatros guerreiros possuíam uma habilidade admirável com a espada samurai e eram temidos em sua época.

“Além do titulo de hitokiri, os quatros homens eram conhecidos, como” As quatro talhos" ou "A Vingança dos céus contra os inimigos da restauração imperial." A maior parte deles vieram do domínio Chōshū-Satsuma. Esse era considerado anti-Tokugawa.

Kirino Toshiaki (Nakamura Hanjiro) 



Kirino Toshiaki (Dezembro 1838 - 24 de Setembro de 1877) pertencia a classe de samurai do final de período Edo, mas transformou num general do Exército Imperial Japonês no início da era Meiji. Era também chamado de Nakamura Hanjirō.



Sua técnica com a espada era chamada de Ko-Jigen-ryu, uma divisão do estilo Jigen-ryu que era a arte de impunhar a katana em alta velocidade. No decorrer a Guerra Boshin, comandava as forças de Satsuma, alem de ter sido um oficial do novo Exército Imperial. Kirino representou exército imperial na rendição do Castelo de Wakamatsu, directamente de Matsudaira Katamori, o senhor de Aizu .



Kirino foi general de brigada, nos primeiros anos do Exército Imperial Japonês. Contudo aliou-se às forças de Saigo Takamoridurante na Rebelião de Satsuma .



Kirino manteve a aliança com Saigō até ser assassinado no fim da rebelião.



A esposa de Kirino Toshiaki, Hisa, era uma talentosa praticante de marcial como é representado em varias pinturas contemporâneos que retrataram a revolta. Participou também da rebelião, mas conseguiu sobreviver. Morreu no ano de 1920.



Tanaka Shimbe 




Shimbe Tanaka (03 de março de 1832 - 11 de julho de 1863) Prestou seus serviços de hitokiri para Takechi Hanpeita, o líder dos partidários de Tosa que tentou derrotar o shogunato Tokugawa e assim entregar o poder nas mãos do imperador do Japão.

Shimbe pertencia a classe camponesa, mas por causa de sua habilidades de luta, subiu seu status para o de samurai.

Ele envolveu-se no assassinato do Ii Naosuke. Naosuke era o chefe da administração do shogunato Tokugawa em 1860 e o chefe do Conselho de Anciãos Edo. Sua morte causou anos de violência, particularmente em Kyoto, onde os assassinatos eram corriqueiros. Para tentar eliminar os hitokiri e estabelecer a lei e a orgem foi criada, em 1863 o Shinsengumi.

a espada Shimbe foi encontrado na cena do assassinato de um alto funcionário Anenokoji. Ele foi levado para interrogatório em Kyoto e pediu para ver a espada. Ele cometeu seppuku quando foi dado a espada.

Ao assassinar um alto funcionário Anenokoji, Shinbei cometeu um deslize. Deixou sua espada na cena do crime. Ele foi preso e levado para interrogatório em Kyoto. Nesse pediu para que trouxesse sua arma e com ela cometeu seppuku.

Okada Izo 


(14 de fevereiro de 1832 - 3 de junho de 1865, nascido em Yoshifuru, Japão) Ele certamente foi um dos samurais mais talentoso do seu tempo, mas sua existência foi corrompida pela guinada do destino. Por ter, desde muito jovem, talento para a espada, conseguia se reinventar. Aprendeu o Onoha Itto Ryu na escola Takechi Hanpeita.

Takechi liderou o Tosa Kinnoto. Esse era um grupo de radicais que era contra os estrangeiros. Izo era influenciado por estas ideias xenofóbicas e por isto cometia assassinatos pelas ruas de Kyoto. Logo se tornou um dos hitokiris mais temível e brilhantes do período Edo Shogunate.

Posteriormente os anti-estrageiros foram expulsos, enquanto que Izo foi decapitado em 1865 pelo crime de assassinato. Tinha apenas 32 anos.

Izo Okada ainda é um dos espadachins mais conhecido do japão. Alguns filmes o colocaram como protagonista. Dentre os quais está Tenchu! Hitokiri (1969). O personagem Udo Jin-e mangá Rurouni Kenshin foi inspirado em Okada, mas o autor reconhece que o personagem terminou por ser algo contrário a ele.

Kawakami Gensai




(04 de dezembro de 1834 - 13 de janeiro de 1871) foi um monarquista que lutou contra o xogunato exterminando aqueles que se opunham ao governo imperial.

Fisicamente, ele tinha feições delicadas e cabelos longos. Relatos afirmam que visto de longe podia ser confundido com uma mulher ou uma criança.

Dificilmente ficava aborrecido. Ele era cortes, mas por atrás dos gestos de gentileza escondia um assassino frio e calculista. Em momentos tensos não pendia para o desespero. Sabia manter o controle e a calma em situações problemáticas.

Seu nome de nascimento era Komori Genjiro, mas trocou de nome ao ser adotado pela família Kawakami, que tinha intenção de transforma-lo em um monge. Foi um budista não praticante. Mas nem por isso deixou de dedicada ao estudo desta religião.

No ano 1851, ele aliou-se Kumamoto Hosokawa Narimori e em seguida partiu de Edo para o sankin-kōtai do seu senhor. (sankin-kōtai consistia numa regra do governo, na qual os shoguns procuravam controlar os daimyos das províncias obrigando-os a morar por um ano no seu respectivo domínio e no ano seguinte na cidade de Edo capital do shogunato) Enquanto estava servindo seu senhor, em 1853 deu-se a chegada de Commodore Perry. Depois do sistema shogunato aceitar vários tratados desigual e injusto, Gensai, decepcionado, abandonou Edo e retornou para Kumamoto. Lá passou a frequentar a Academia de Gendo Kan o-in. de Kinno-scholar Hayashi. Após concluir o seu treinamento na filosofia Kinno-O-In, Gensai retornou a Edo.

Gengai encontrava-se na casa de Kumamoto no momento do Ansei Purge. No instante em que ocorreu a morte de Ii Naosuke, o grupo de assassino entrou na residência. Gensai agiu tentando apaziguando a confusão. Chamou um medico e ofereceu chá aos homens. Foi durante a cerimônia que o hitokiri conquistou o respeito desses.

No ano 1861, Gensai casou-se com Misawa Teiko. Ela era filha de outro retentor de Kumamoto e possuía habilidade de luta no uso da naginata. Os dois tiveram um filho, Gentaro, que graças a Teiko sobreviveu depois de Gensai ser executado.

Em 1862, Gensai integrou as Forças Armadas que tinham o dever de defender Kyoto. Após os acontecimentos político de Higo-han, ele saiu e foi a Chōshū-han, onde desempenhou a função de guarda pessoal Sanjō Sanetomi. Foi ai que ela abandonou o emprego como bōzu, e posteriormente, deixou de prestar serviço à Kumamoto.

Em 1864, perdeu seu mentor Miyabe Teizō na invasão de Shinsengumi em Ikedaya. Posteriormente Gensai concretizou o seu famoso assassinato e único que realmente lhe é creditado: o de Sakuma Shōzan. Ele matou Shōzan com um único golpe, em plena luz do dia.

Após o ocorrido, ele partiu para Chōshū. Participou nas ações militares de Kiheitai de Takasugi Shinsaku contra as Expedições Chōshū do Shogunate. Durante a segunda campanha de Chōshū pelo regime de Tokugawa ele saiu vitorioso. No entanto, durante a ação em Kokura, redeu-se às forças de Kumamoto e foi encacerado.

Após a Restauração Meiji, Gensai foi libertado da prisão e mudou seu nome para Kouda Genbei (高田 源 兵衛). Serviu como oficial militar e professor para o domínio Kumamoto. No entanto, por ter abrigado alguns retardatários de Kiheitai sob seu antigo camarada Oraku Gentarō, ele foi de novo colocado na prisão e foi executado em 1872.